Supernatural – 8ª Temporada

Supernatural

Com o término dessa temporada, 6 das 9 séries que estou acompanhando entram em recesso. Duas estão sendo exibidas e a outra está prevista para começar no próximo mês.

Supernatural é, atualmente, a segunda séria com maior quantidade de episódios que eu vi: 172 episódios contados. A primeira ainda é CSI Las Vegas, com 263 episódios.

Mas chega de papo e vamos ao que interessa:

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Exibida pelo canal norte-americano The WB desde Setembro de 2005, a série narra a história dos irmãos Sam (Jared Padalecki) e Dean Winchester (Jensen Ackles s2), que, continuando o negócio da família, caçam demônios e outras criaturas sobrenaturais (Bloody Mary, A mulher do espelho, seres mitológicos hindus, japoneses, greco-romanos, anjos, leviatãs, ceifadores, golens, a lista é enorme, e para todos os gostos).

Lá pela quinta ou sexta temporada, muitos fãs previam o cancelamento da série por que parecia ela estava ficando sem rumo, e que a série estava indo de mal a pior (como de fato, estão entre as piores temporadas), mas ela vem resistindo bravamente e, recuperando cada vez mais a fama de “melhor série em exibição do momento” (se é que já não recuperou).

Ela possui uns episódios que você para e pensa “Vou parar de assistir essa m***”, mas acredite, o episódio seguinte te faz desistir da ideia e ainda se culpar por ter dito um sacrilégio desses. xD

Bom, devido à quantidade de episódios vistos, eu não sei mais dizer qual foi a melhor ou a pior temporada, mas eu sei dizer que eu ainda não vi uma temporada terminar sem que eu dissesse ou ouvisse: “Agora ferrou (para não dizer outra palavra) de vez!”, e com a oitava temporada não foi diferente: os anjos estão caindo, Sam está (aparentemente) morrendo, os demônios estão soltos, Deus está desaparecido e, pelo que parece, pouco se importando com o que está acontecendo (o Cara está “off line” desde a temporada do apocalipse, sabemos que Ele está vivo, que sabe o que está acontecendo, desconfiamos de situações que Ele possa ter interferido, e só).

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Personagem de destaque: DEAN! Sempre Dean Winchester! Irmão mais velho de Sam, além de lindo, ótimo caçador, bom estrategista (exceto em alguns episódios), cozinha bem, tem bom gosto para carros (o Chevy Impala 1967 é uma das marcas registradas da série e maior xodó dele), é fã de animes, jogador de RPG (um dos episódios, não lembro se foi da sétima ou da oitava temporada, mostra o Dean todo bobo com um grupo de RPG do estilo live action (a pessoa se veste (literalmente) do personagem e joga atuando)). E é o melhor criador de pérolas da série.

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A trilha sonora da série não pode ser esquecida: Led Zeppelin e AC/CD são alguns exemplos do que se pode ouvir. Embora não tenha uma trilha sonora fixa, Supernatural privilegia o Rock clássico, principalmente em parceria com algo mais orquestrado.

A nona temporada já está confirmada, e provavelmente estreará na metade do próximo semestre.

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Semana 3 – Um Livro que te Fez Chorar

Semana 3

Essa é fácil: Harry Potter e As Relíquias da Morte de J. K. Rowling.

Ainda está muito nítida na minha cabeça a semana que eu li o meu exemplar: ele tinha chegado em uma quarta-feira (15 de jan de 2008) ,eu estava tentando terminar o ultimo conto de As Crônicas de Nárnia. Devo ter acelerado horrores de tão empolgada que eu estava, tanto que comecei no dia seguinte, acho que às 10 da manhã (eu estava de férias). Sem brincadeira, eu fui dormir quase 2 da manhã com minha mãe me mandando ir pra cama por causa da luz do meu quarto.

Terminei de ler dois dias e meio depois e meus olhos estavam inchados e vermelhos de tanto chorar, eu tive que parar umas duas ou três vezes ao longo do livro (principalmente na parte final) por que eu não conseguia segurar as lágrimas.

Acho que não foi pelo fato de ser uma sequência tensa, mas era a parte final da série. Quando eu fechasse o livro, Harry Potter seria uma lembrança incrivelmente feliz da minha adolescência, uma fase boa que eu não queria deixar pra trás. Todos os personagens da série estiveram comigo por anos, e por ter sido a primeira coleção da minha biblioteca, ela tinha (e ainda tem) um significado muito grande para mim. Me decepcionei muito com o filme de A ordem da Fênix e  bati o pé dizendo que não veria a adaptação do ultimo (como de fato não vi), então a sensação de ter tudo acabado foi terrível. De certa forma também foi um alivio por que eram os livros mais grossos que eu tinha lido na época, desconsiderando Nárnia, já que não estamos falando de livros individuais (se separarmos as crônicas narnianas, elas viram fichinhas em relação a HP).

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Aproveitando a postagem, dia 25 de Maio é o Dia do Orgulho Nerd, ou Dia do Orgulho Geek, é uma iniciativa que defende o direito de toda pessoa ser um nerd ou um geek, livre de taxações e preconceitos (fiquei sabendo hoje pelo facebook).

A data foi escolhida como para comemorar a première do primeiro filme da série Star Wars, o Episódio IV: Uma Nova Esperança, em 25 de maio de 1977,mas divide o mesmo dia com outro “feriado” de fãs semelhantes: o Dia da Toalha, para os fãs da “trilogia” O Guia do Mochileiro das Galáxias, em homenagem ao seu escritor Douglas Adams. A iniciativa começou na Espanha em 2006, e graças à internet tem se espalhado rapidamente entre o publico nerd/geek.

408560_458838234170647_1096558223_nNão me prendo a um gênero especifico de nerdisse, meu ramo é juntar e misturar tudo: RPG, filmes, séries, animes e estilos (este ainda em árduo desenvolvimento). Uma das minhas diversões é destrinchar meus assuntos favoritos, e minha obsessão é colecionar livros. Diga algo contra meus preciosos hobbies e os defenderei com unhas e dentes (Aqui entra o ditado: brigo com minhas amizades, mas não mudo minhas nerdisses… ou algo do tipo)

Rock, RPG e a Defesa do que Gostamos

No dia 29 de Abril, o jornal A Tribuna fez uma reportagem repercutindo sobre o suicídio de um rapaz aqui no estado. Até ai, era mais uma reportagem “normal”, infelizmente os suicídios estão sendo um tanto quanto comuns. Em 1º de Abril, no mesmo jornal, sai a seguinte matéria:

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Em primeiro lugar, o rock não é satânico, como todo e qualquer estilo musical (mesmo os mais duvidosos), as letras são uma forma de expressão, é estupidez (e muita burrice) englobar todos os subestilos em um rótulo como satânico.

Segundo, eu pelo menos, encaro as mudanças na maneira com que as pessoas se vestem como algo normal. Nosso estilo é uma das maneiras que encontramos de gritar ao mundo que não queremos ser iguais às outras pessoas, ele reflete crenças, opiniões, gostos e hábitos. Somente o fato de alguem passar a vestir cores escuras não significa de maneira alguma que ela está participando de uma seita ou seja lá o que for.

Agora o que me deixou com mais raiva/indignação: o RPG (Role-playing game) não possui nenhuma relação com seitas ou rituais satânicos. Ele é somente UM JOGO DE COOPERAÇÂO e interpretação, eles agradam pois estimulam a imaginação, sem no entanto limitar o comportamento do jogador a um enredo específico.

No mesmo dia em que a reportagem foi publicada, varias paginas do facebook que são voltadas para os “conteúdos nerd” espalharam a matéria. A Invasão Nerd inclusive fez uma campanha para que os RPGistas protestassem na pagina do jornal. A adesão foi tanta que hoje a resposta de A Tribuna foi:

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Fiquei muito contente quando li essa reportagem, eu adoro jogar RPG, é uma das poucas ocasiões em que posso esquecer dessa realidade coverde e injusta que vivemos para me reunir com amigos, soltar a imaginação e conseguir efetivamente lutar para tornar o mundo melhor. A experiência de poder viver outra vida, ser outra pessoa, lutar contra feras e de ter a sensação de dever cumprido ao final de cada aventura é incrivel.

Quem gosta de ler, principalmente ficção, deve ter uma noção do que eu disse: quando estamos lendo, nos envolvemos com a história, chegamos a nos imaginar fazendo parte dela, conversando com os personagesn, travando as mesmas batalhas, andando pelo mesmo cenário… a diferença é que no RPG são os personagem que nós montamos que vivem a aventura, e não alguem criado por outra pessoa.

Essa não é a primeira vez que o RPG é associado a mortes reais, mas eu gostaria que não fizessem pré julgamento dos jogadores por causa de adolescentres de mentes fracas, fanáticos que nunca souberam qual o real propósito do jogo: diversão, cooperação, trabalho em equipe, adaptação, e desenvolvimento pessoal e de grupo.

Fanáticos existem em todos os lugares, e vemos com cada vez mais frequência ações movidas por pura intolerância ao próximo. O pais da diversidade está se transformando em um lugar pré-conceitos e sinceramente, isso me dá medo.

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Eu não posso negar que o rock, o RPG e outras coisas tambem nos influenciam seja para melhor quanto pior, mas acredito que quem não consiga controlar o efeito que essas influencias causam precisa ter um acompanhamento constante da familia ou ate de um médico.  Mas não se pode englobar tudo em um unico caso, assim como não se pode julgar o todo a partir de uma parte minima do assunto.

As Melhores Histórias da Mitologia Egípcia – A.S. Franchini e Carmen Segranfredo

As Melhores Historias da Mitologia Egipcia - A.S. Franchini e Carmen Segranfredo

Quarto dos 36 livros na fila de espera.

Gosto das histórias mitológicas desde pequena, e até hoje qualquer coisa que envolva algum tipo de panteão ou monstros fantásticos me prende completamente.

Fora que, como jogo RPG (Role-Playing Game), fica mais fácil montar o background (a história) do personagem. Ainda mais quando se trata de um cenário que permita seres divinos e criaturas fantásticas.

Nesse livro, os autores trazem algumas das varias narrativas da mitologia egípcia, como o inicio do mundo, o nascimento dos deuses, a criação do Egito, etc.

Ele foi publicado em 2006 pela Editora L&PM (uma das minhas preferidas, já que os livros são, em geral, baratos e pequenos), e faz parte de uma série que objetiva mostrar ao publico brasileiro um pouco da mitologia das mais diversas culturas.

Confesso que o fator determinante para a compra desse livro foi conseguir o frete grátis, por que a leitura mesmo não me agradou muito, se eu tivesse lido há uns seis ou dez anos atrás, provavelmente teria sido mais divertido, ou, no mínimo, menos tedioso. (Está certo que queria leituras mais rápidas, mas dois dias já é brincadeira comigo!).

Meu “consolo” é saber que logo o trocarei por algum outro livro em um dos sebos que achei em Vitória, caso o contrário seria mais um dos exemplos de dinheiro jogado fora para a minha tão querida biblioteca.