Os Gigantes da Industria

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Neste domingo terminou a exibição do documentário em forma de série “Gigantes da Indústria”, produção da History Channel, que foi exibida originalmente no ano passado em território Norte-Americano sob o nome de “The Mans Who Built America.

01 VanderbiltPartindo da Guerra de Secessão (1861 a 1865), a série mostra como os Estados Unidos foram de um país em ruínas, até a potência econômica que alavancou o capitalismo no mundo moderno. Mas essa transformação não aconteceu de repente, ela foi conduzida por cinco homens que uniram comportamento empreendedor, produto e estratégia de negócios de uma maneira tão certa que influenciam até hoje vários ramos da economia.

O primeiro Gigante apresentado é Cornélius Vanderbuilt, responsável por cortar todo o território americano com ferrovias. Logo a seguir, John D. Rockefeller revolucionou o refinamento de petróleo, e sua empresa, a Standard Oil Company, chegou a controlar cerca de 90% de 02J.D. RockfellerTODAS as refinarias dos EUA (foi ele inclusive que financiou o motor a combustão). Andrew Carnegie foi, por muitos anos, magnata do aço e o responsável pelo grande crescimento da construção civil em Nova York. J. P.Morgan, filho de banqueiros, desafiou seu pai ao investir pesado na eletricidade de Tomas Edson, ao mesmo tempo em que ajudou a estabilizar o mercado financeiro americano em vários momentos de crise. O ultimo, mas não menos importante, Henry Ford, que, com o sistema de linha de montagem, tornou o automóvel um produto popular, acessível a toda a classe consumidora americana.

A série contou com comentários de vários presidentes de empresas americanas, assim como de historiadores, especialistas em cada Gigante, inclusive com o senador John Rockfeller IV e com o atual 03Andrew Carnegiepresidente da General Eletric, conglomerado criado por J.P. Morgan.

Como estudante de Administração, eu não pode deixar de notar que todos esses homens tinham um faro para negócios muito apurado, eles sabiam o que queriam, sabiam como chegar até seu objetivo, tinham coragem e audácia para arriscar, sabiam dos riscos, conheciam seus próprios limites, passavam por cima de quem fosse contrário (uma característica que deve ser usada com moderação, mas essencial em alguns casos).

Outra coisa que achei impressionante foi que um Gigante cresceu a partir de outro Gigante: Vanderbuilt deu a Rockfeller o impulso necessário para se tornar o industrial que se tornou, Rockfeller deu a 04J.P MorganCarnegie a sede de vingança por ter falido o homem responsável por ter tirado sua família da miséria (que por sinal era um concorrente direto de Vanderbuilt), Carnegie teve sua indústria salva por J.P Morgan e este, por sua vez, tornou o contexto americano favorável para que empreendedores como Ford se desenvolvessem.

05Henry FordAprendi muitas coisas com essa série, e acho que todo estudante de Administração deveria vê-la e revê-la quantas vezes fossem necessárias, e eu ainda terei os episódios dessa série nem que eu tenha que pagar para isso.

Coleção Ramsés, de Christian Jacq

Coleção Ramsés

Publicado pela Bertand Brasil em 2007, e relançada para a coleção BestBolso em 2010, a série retrata, em 5 volumes, acontecimentos biográficos e fictícios da vida do Faraó Ramsés II, além de alguns costumes de vida dos egípcios desta época.

O primeiro livro, “O Filho da Luz”, o autor nos mostra parte da infância e da adolescência de Ramsés, estudos, amigos, amores e ambições típicas dessa faixa etária. Ele nos mostra também, a preparação do filho mais novo do faraó Sethi, para comandar um dos países mais famosos da antiguidade. Aqui é retratado o surgimento da amizade (e da cumplicidade) entre Ramsés e alguns dos personagens mais determinantes para o sucesso do futuro faraó: Ameni, escriba infatigável e de incrível eficiência; Satou, que se dedica ao estudo das serpentes e de seus venenos; Acha, exímio diplomata e Moisés, hebreu nascido no Egito, é um dos responsáveis pela construção de Pi-Ramsés,a cidade turquesa, e o seu casamento com Nefertari.

No segundo volume, “O Templo de Milhões de Anos”, Ramsés, já coroado, inicia seu reino tendo que vencer diferentes complôs que se instauram contra ele, provando sua autoridade e competência ao povo e seus inimigos, apoiado por Nefertari, sua esposa, por sua mãe Touya, e a sólida rede de amigos tecida desde a adolescência.

Em “A Batalha de Kadesh”, Ramsés batalha contra dois perigosos e poderosos inimigos: o temível exército hitita e o efeito da magia que tira a vida da esposa real Nefertari. Os inimigos de Ramsés tecem uma teia de espionagem para fomentar o ódio dos inimigos contra o povo egícipcio. Sozinho no campo de batalha, o faraó apela para os deuses protetores do Egito.

“A Dama de Abu-Simbel”, quarto livro da séria, retrata o retorno de Moisés ao Egito para exigir do faraó autorização para o êxodo hebreu e a negociação com o povo hitita na busca em busca da paz entre os dois reinos. Essa parte em especial me fez lembrar bastante o filme “O príncipe do Egito”, filme lançado pela em 98. É como se você estivesse vendo os mesmos acontecimentos sobre óticas diferentes. Ele também mostra a construção de um dos templos mais famosos do Antigo Império Egípcio, o templo de Abu-Simbel.

“Sob a Acácia do Ocidente” fecha a série com a morte de Ramsés, aos 89 anos, após quase 65 anos de reinado.

O interessante sobre a série é que Christian Jacq, sendo um egiptólogo especializado no reinado de Ramsés, consegue retratar o cotidiano do Faraó com uma narrativa muito gostosa de ler, com detalhes na medida certa sem deixar de mostrar a riqueza da época que foi considerada a mais prodigiosa do Império Novo, fora que a maior parte das construções retratadas na obra ainda está de pé, o que aumenta ainda mais a vontade de pegar um avião e conhecer todo esse cenário ao vivo.

O preço é bastante acessivo, no Submarino, a coleção completa ficou por volta de R$ 80 reais.