Saint Seiya: The Lost Canvas (Anime)

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Atenção, escritora empolgada, provável ocorrência de palavras um tanto hããã… Feias.

Os Cavaleiros do Zodíaco, de Masami Kurumada, foi o primeiro anime que me lembro de ter visto, isso antes dos 10 anos de idade. Já naquela época era frustrante ver uns fracotes detonando minha tão querida mitologia grega. Quando tentei rever anos mais tarde, nossa que tortura (se bem que me arrancava risadas do tipo: Como eu pude gostar dessa coisa? O.O)

Ok, na época era o supra-sumo dos animes, eu sei, e tenho que admitir que foi graças e ele (e a InuYasha) que minha amizade com a Rafaella engrenou, láááá na sexta ou sétima série. Não só nos uniu como rendeu uma fanfic inacabada e toda bagunçada (as folhas caíram no chão e até hoje não tivemos paciência para colocar as mais de 100 folhas na ordem correta). Ainda tenho esperança de vê-la organizada e terminada.

Lançado em 2006, o mangá é um spin-off de Os cavaleiros do Zodíaco, mostrando as histórias e as batalhas entre os Cavaleiros de Atena e as Estrelas Malignas de Hades na época em que os lendários Dohko de Libra e Shion de Áries possuíam 18 anos.

Além de te fazer voltar à infância com toda aquela história de Guerreiros de Atena e Armaduras de Ouro, o anime mostra que nem sempre eles foram as merdas que a série clássica mostrava (eu entendo que os de bronze precisavam vencer os duelos, mas não era necessário fazer personagens tão patéticos, Misty, Afrodite, creeeedo). Os de Bronze aparecem claro, afinal o Pégasus continua sendo o principal protetor de Atena, mas até ele se mostrou melhor e menos patético de o Seya, e não tem Shun (isso é ótimo! Outro andrógeno idiota. ¬¬). Os cavaleiros de ouro então? Geeente, eu já imaginava que os da série clássica eram mais fracos que a geração anterior, mas eu não sabia que era tanto! Eu me lembro de ficar decepcionada, quer dizer, o Shura (cavaleiro do meu signo, Capricórnio) teve uma luta tão tosca contra o Shiryu, e o El Cid (de Lost Canvas), caramba, ele matou 4 deuses e ainda partiu a flecha de Sagitário, e isso tudo COM UM BRAÇO. E o Albáfica (de Peixes) como ele pode ser substituído por uma moça com O Afrodite, isso é inconcebível!

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Até a Sasha (Atena) faz mais coisa que a Saori (da série clássica), ao menos ela não se entrega pra morte de graça, pelo contrário, ela participa mesmo da guerra, interfere e intercede por seus cavaleiros (Odiava a Saori por isso, ela só se entregava e esperava os de bronze de fu*** para resgatá-la ¬¬). Fora que tem Dohko e Shion lindos e maravilhosos (Como eu adoro esses dois!). Até as Estrelas Malignas de Hades melhoraram.

Outra coisa que eu adorei é mais murianos aparecem (murianos são originados de um continente perdido, sua maior característica são os poderes telecinéticos, os dois sinais na testa e a habilidade de restauração das armaduras sagradas, traduzindo, mais pessoas como Shion, Mu e Kiki). Até então eu conhecia somente esses três e achava que era um “requisito” para ser o guardião da casa de Áries, mas descobri que eles não estão limitados à primeira  casa. Eu sempre gostei de procurar sobre esse povo, tudo que foge muito do comum atrai minha atenção (nos animes).

Eu fiquei muito empolgada com o anime, de toda a franquia (ainda tem o Sait Seya Omega, que pelo que entendi, mostra o que aconteceu depois da série clássica) The Lost Canvas é o que mais tem recebido elogio dos fãs (principalmente dos que viveram a época da série clássica), não me arrependo nem um pouco, ainda quero revê-la futuramente, e já intimei a Rafaella pra assistir também. OK, muita coisa deve ter passado despercebida de tão envolvida que eu fiquei, mas sério, muito melhor que a série clássica.

Sem pontos negativos? Na verdade tem um: NÃO TEVE FINAL!!!! QUE RAIVAAA!!! O anime estava tão bom! Bem que eu estranhei que 5 cavaleiros de ouro ficaram de fora das batalhas: Aquário , Sagitário (fez quase nada apesar de ter dado uma senhora ajuda ao El Cid), Gêmeos, Leão e Escorpião. E sabem o pior de tudo? Não existe sequer previsão para novos episódios. T-T

Oscar Wilde Para Inquietos – Allan Percy

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Seguindo o mesmo esquema de Kafka para Sobrecarregados, o livro apresenta frases de Oscar Wilde (1854- 1900), autor do romance O Retrato de Dorian Grey.

Camera 012Novamente, o autor mescla os ensinamentos de Wilde com provérbios, citações de outros autores, pensamentos filosóficos ensinamentos orientais, etc. Alguns provérbios, inicialmente abstratos demais, ganham uma interpretação muito inesperada, mas todos ficam muito claros para o leitor. Assuntos como amor, dinheiro, amizade, convívio social e a própria vida em si são abordados de modo a facilitar o entendimento do leitor, sem perder sua profundidade. Uma coisa que somente agora reparei: ao final do livro, Allan Percy faz algumas indicações, não só da obra da personalidade em questão, quanto de outros escritores, a maioria deles usados como argumento para as frases explicadas.

No post sobre Kafka, eu acabei colocando um dos aforismos e olhando Camera 006agora o resultado não ficou muito bom, então comecei a tirar fotos das frases iniciais de alguns capítulos. (Não reparem a qualidade, sou péssima com uma câmera fotográfica nas mãos).

Uma coisa que identifiquei em Wilde é que ele sempre foi muito autêntico, suas ações não eram baseadas em nenhum modelo pré-determinado pela sociedade ou por outras pessoas, ele era o que era (e afinal de contas isso é a única coisa que alguém pode ser). Escritor, poeta, dramaturgo, crítico de seu tempo e de sua sociedade, amante dos prazeres da vida e sensível à beleza tanto exterior quanto interior.

Camera 017Kafka era, muitas vezes, pessimista (também pudera, ele foi reprimido em vários aspectos e em vários momentos de sua vida). Wilde por sua vez era bem… Eu diria leve, profundo em seus pensamentos, coerente em suas ações (pelo menos nas fontes em que consultei). Ele nos convida a viver a vida com se ela fosse uma obra de arte: mesclando mundo dos sonhos com a realidade, imaginação e ação, sentidos e mente.

Mais um livro que não me arrependo de ter adquirido.

Momento curiosidade: após concluir seus estudos na universidade, e de ter voltado para junto de sua família, Oscar se apaixonou loucamente por uma jovem… Que o trocou por Bram Stoker, autor de Drácula. (eita mundo pequeno).

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O Engenhoso Fidalgo D. Quixote da Mancha – Miguel de Cervantes

Camera 243Do original El ingenioso hidalgo Don Qvixote de La Mancha, teve sua primeira edição publicada em 1605 em Madrid. Na obra, Cervantes satiriza as novelas de cavalaria e seus misticismos e códigos de conduta medieval, ideais ultrapassados pelas concepções renascentistas. A segunda parte foi publicada em 1615.

Pagina de rosto da 1ª ed

Pagina de rosto da 1ª edição de D.Quixote (1605)

D. Quixote, de tão apaixonado pelas novelas de cavalarias, busca viver as histórias de suas leituras. Em seus devaneios, transforma moinhos de vento em gigantes, rebanhos em exércitos e cortesãs em donzelas. Ao mesmo tempo, ele revela grande sabedoria em seus momentos de lucidez.

Por que comprei os livros? Dois motivos:

  • Desde 2009, tenho me interessado mais pelos clássicos, os marcos que cada período literário, apogeu, destaques, estilos (e realidades) de diferentes países, etc.
  • Coleção Clássicos, da Abril Coleções : 30 obras impressas com capa dura em tecido e páginas em papel nobre, vendidos originalmente a R$14,90 cada um. Coleciono desde 2010, ano de lançamento, atualmente a coleção é encontrada em sebos, ou em algumas livrarias se você der sorte. Se você for mais sortudo ainda é capaz de achar os exemplares a R$9,90 cada.
Gravura de  Gustave Doré 03

Gravura de Gustave Doré

Confesso que me identifiquei um pouco com D. Quixote, se colocar nas histórias lidas, criar seu próprio mundo e ali se refugiar, eu faço muito isso, principalmente antes de dormir, é quase um pré-sonho (isso existe?). Também busco esse escape quando estou com muita raiva (personagens fictícios são ótimos sacos de pancadas). Aproximo-me igualmente de Sancho Pança, escudeiro de D. Quixote: pé no chão, realista, pessoa simples, que tenta trazer o sonhador de volta ao que está ao seu redor, é o sonho que acaba e voltamos à realidade que nos cerca.

A segunda parte, terminada em 27 de Junho, foi mais fácil de ler que a primeira, não só por já ter me acostumado com o estilo de escrita de Cervantes, mas também por contar histórias que não se limitam à D. Quixote, como o conto entre Camila, Anselmo e Lotário (gostei muito por sinal).

Sancho Pança ouve Don Quixote. Estatuas de bronze em frente à casa onde nasceu Cervantes.

Sancho Pança ouve Don Quixote. Estátuas de bronze em frente à casa onde nasceu Cervantes.

A entrada de novos personagens tornou a leitura mais dinâmica, diferente da primeira parte, que era mais arrastada. É uma leitura bem prazerosa, do tipo que te prende sem que bata aquela vontade de devorar páginas e mais páginas em uma tacada só, a minha dose certa foram 6 a 7 paginas por vez.

Considerado por muitos o expoente máximo da literatura espanhola, eleito maio de 2002, como a melhor obra de ficção de todos os tempos. Particularmente, acho que essa é uma ótima aquisição, agrada a gostos diferentes e até a todos os bolsos (já achei edições que vão desde R$22,00 cada volume até edições de luxo de mais de R$120 o volume único).

A Negociação (Arbitrage)

grd-1A Negociação

Filme produzido em 2012, dirigido por Nicholas Jarecki e estrelado por Richard Gere (um dos poucos homens que ficam mais bonitos a media que envelhecem), Susan Sarandon, Tim Roth (o Dr. Lightman de Lie to Me), e Brit Marling.

Robert Miller (Richard Gere) é um milionário que está prestes e vender sua companhia para um grande banco e deseja fazer isso da forma mais rápida possível, para evitar que uma fraude sua seja revelada. Ao mesmo tempo, divide suas atenções entre sua “família perfeita” e sua amante (Laetitia Casta). Ao sofrer um acidente de carro após dormir ao volante, Miller se vê em uma situação inesperada. A amante, que lhe acompanhava, morre e ele  abandona o local do acidente. Daí para frente é uma corrida contra o tempo para fechar uma negociação que salvará a empresa que o tornou um magnata dos negócios, salvar a imagem de sua família, fugir da acusação de assassinato e impedir que um inocente seja acusado injustamente.

Eu adoro ver filmes com Richard Gere, o acho um ótimo ator, figura carimbada em bons filmes e não foi muito diferente nesse. Alguém precisa dizer a Tim Roth que o Lie to Me foi cancelada, por que a todo o momento eu via o jeito de andar, de falar, até de segurar o telefone celular do Lightman. xD