Semana 9 – Um Livro para se Ler Ouvindo Música

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Muito fácil!

Chico Buarque (Histórias de Canções), de Wagner Homem

Já falei um pouquinho desse livro anteriormente, e novamente, é uma leitura super gostosa, e fica melhor ainda quando acompanhadas pelas músicas propriamente ditas.

Na minha lista de futuras aquisições está o livro com as letras de Tom Jobim e de Toquinho. Só não sei quando poderei comprá-los. =/

Oscar Wilde Para Inquietos – Allan Percy

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Seguindo o mesmo esquema de Kafka para Sobrecarregados, o livro apresenta frases de Oscar Wilde (1854- 1900), autor do romance O Retrato de Dorian Grey.

Camera 012Novamente, o autor mescla os ensinamentos de Wilde com provérbios, citações de outros autores, pensamentos filosóficos ensinamentos orientais, etc. Alguns provérbios, inicialmente abstratos demais, ganham uma interpretação muito inesperada, mas todos ficam muito claros para o leitor. Assuntos como amor, dinheiro, amizade, convívio social e a própria vida em si são abordados de modo a facilitar o entendimento do leitor, sem perder sua profundidade. Uma coisa que somente agora reparei: ao final do livro, Allan Percy faz algumas indicações, não só da obra da personalidade em questão, quanto de outros escritores, a maioria deles usados como argumento para as frases explicadas.

No post sobre Kafka, eu acabei colocando um dos aforismos e olhando Camera 006agora o resultado não ficou muito bom, então comecei a tirar fotos das frases iniciais de alguns capítulos. (Não reparem a qualidade, sou péssima com uma câmera fotográfica nas mãos).

Uma coisa que identifiquei em Wilde é que ele sempre foi muito autêntico, suas ações não eram baseadas em nenhum modelo pré-determinado pela sociedade ou por outras pessoas, ele era o que era (e afinal de contas isso é a única coisa que alguém pode ser). Escritor, poeta, dramaturgo, crítico de seu tempo e de sua sociedade, amante dos prazeres da vida e sensível à beleza tanto exterior quanto interior.

Camera 017Kafka era, muitas vezes, pessimista (também pudera, ele foi reprimido em vários aspectos e em vários momentos de sua vida). Wilde por sua vez era bem… Eu diria leve, profundo em seus pensamentos, coerente em suas ações (pelo menos nas fontes em que consultei). Ele nos convida a viver a vida com se ela fosse uma obra de arte: mesclando mundo dos sonhos com a realidade, imaginação e ação, sentidos e mente.

Mais um livro que não me arrependo de ter adquirido.

Momento curiosidade: após concluir seus estudos na universidade, e de ter voltado para junto de sua família, Oscar se apaixonou loucamente por uma jovem… Que o trocou por Bram Stoker, autor de Drácula. (eita mundo pequeno).

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O Engenhoso Fidalgo D. Quixote da Mancha – Miguel de Cervantes

Camera 243Do original El ingenioso hidalgo Don Qvixote de La Mancha, teve sua primeira edição publicada em 1605 em Madrid. Na obra, Cervantes satiriza as novelas de cavalaria e seus misticismos e códigos de conduta medieval, ideais ultrapassados pelas concepções renascentistas. A segunda parte foi publicada em 1615.

Pagina de rosto da 1ª ed

Pagina de rosto da 1ª edição de D.Quixote (1605)

D. Quixote, de tão apaixonado pelas novelas de cavalarias, busca viver as histórias de suas leituras. Em seus devaneios, transforma moinhos de vento em gigantes, rebanhos em exércitos e cortesãs em donzelas. Ao mesmo tempo, ele revela grande sabedoria em seus momentos de lucidez.

Por que comprei os livros? Dois motivos:

  • Desde 2009, tenho me interessado mais pelos clássicos, os marcos que cada período literário, apogeu, destaques, estilos (e realidades) de diferentes países, etc.
  • Coleção Clássicos, da Abril Coleções : 30 obras impressas com capa dura em tecido e páginas em papel nobre, vendidos originalmente a R$14,90 cada um. Coleciono desde 2010, ano de lançamento, atualmente a coleção é encontrada em sebos, ou em algumas livrarias se você der sorte. Se você for mais sortudo ainda é capaz de achar os exemplares a R$9,90 cada.
Gravura de  Gustave Doré 03

Gravura de Gustave Doré

Confesso que me identifiquei um pouco com D. Quixote, se colocar nas histórias lidas, criar seu próprio mundo e ali se refugiar, eu faço muito isso, principalmente antes de dormir, é quase um pré-sonho (isso existe?). Também busco esse escape quando estou com muita raiva (personagens fictícios são ótimos sacos de pancadas). Aproximo-me igualmente de Sancho Pança, escudeiro de D. Quixote: pé no chão, realista, pessoa simples, que tenta trazer o sonhador de volta ao que está ao seu redor, é o sonho que acaba e voltamos à realidade que nos cerca.

A segunda parte, terminada em 27 de Junho, foi mais fácil de ler que a primeira, não só por já ter me acostumado com o estilo de escrita de Cervantes, mas também por contar histórias que não se limitam à D. Quixote, como o conto entre Camila, Anselmo e Lotário (gostei muito por sinal).

Sancho Pança ouve Don Quixote. Estatuas de bronze em frente à casa onde nasceu Cervantes.

Sancho Pança ouve Don Quixote. Estátuas de bronze em frente à casa onde nasceu Cervantes.

A entrada de novos personagens tornou a leitura mais dinâmica, diferente da primeira parte, que era mais arrastada. É uma leitura bem prazerosa, do tipo que te prende sem que bata aquela vontade de devorar páginas e mais páginas em uma tacada só, a minha dose certa foram 6 a 7 paginas por vez.

Considerado por muitos o expoente máximo da literatura espanhola, eleito maio de 2002, como a melhor obra de ficção de todos os tempos. Particularmente, acho que essa é uma ótima aquisição, agrada a gostos diferentes e até a todos os bolsos (já achei edições que vão desde R$22,00 cada volume até edições de luxo de mais de R$120 o volume único).

Semana 7 – Livro que Você Tem, Mas Ainda Não Leu por Falta de Interesse

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Pois é, eu comprei esse livro de tanto ouvir as pessoas falando bem, principalmente a Tayane, ela é grande fã da Jane Austen e se deixar fala toda hora dela.

Tentei ler uma vez, fui até a pagina 20 de Orgulho e Preconceito, mas ai pensei: “Talvez o Razão e Sensibilidade seja melhor” a mesma coisa aconteceu quando pulei para “Persuasão”. Como eu tinha outros livros na fila, deixei pra voltar a ele mais tarde (não voltei até hoje).

Já pensei em trocá-lo ou dá-lo de presente para alguém, mas ainda quero fazer uma nova tentativa, só não sei quando.